De onde vêm os dados
O BRP só mostra informação publicada por órgãos oficiais. Nada é escrito à mão e nada é inventado por inteligência artificial.
Última atualização: 20 de outubro de 2026 às 13:08.
Fontes em uso
- Candidaturas e resultadosconsulta_cand
- Bens declaradosbem_candidato
- Votos por município e zonavotacao_candidato_munzona
- Doações e gastos de campanhaprestacao_de_contas_eleitorais_candidatos
- Contornos dos estados e municípiosIBGE, malhas territoriais
- Votações e mandatos na Câmaradadosabertos.camara.leg.br
- Votações e mandatos no Senadolegis.senado.leg.br/dadosabertos
- Posição ideológica dos partidosBolognesi et al. (2025), Opinião Pública
- Portal de dados abertos do TSEdadosabertos.tse.jus.br
Cobrimos as eleições gerais de 2026 (presidente, governador, senador e deputados) e as municipais de 2024 (prefeito e vereador). Os resultados do 2º turno de 2026 entram quando o TSE publicar os arquivos atualizados.
Como uma pessoa é reconhecida entre eleições
O TSE publica o número do título de eleitor de cada candidato. Usamos esse número apenas para saber que o candidato a vereador de 2024 e o candidato a deputado de 2026 são a mesma pessoa. Guardamos só uma impressão criptográfica (hash) dele; nem o título nem o CPF aparecem no site ou ficam no banco. Quando o título não foi publicado, usamos o CPF e, na falta dos dois, nome completo e data de nascimento.
O que os dados significam
Patrimônio, ocupação, escolaridade, cor/raça e gênero são declarados pelo próprio candidato ao registrar a candidatura. O BRP não confere esses valores: mostra o que foi entregue à Justiça Eleitoral.
A situação da candidatura (deferida, indeferida, com recurso) é a que o TSE registrou na data da última atualização. Uma candidatura indeferida com recurso ainda pode ser revertida.
Dinheiro das campanhas
Receitas e despesas vêm da prestação de contas que cada campanha entrega ao TSE. Os valores mudam até a prestação final. Fundo eleitoral e fundo partidário são dinheiro público repassado pelos partidos.
Doadores pessoa física aparecem pelo nome, porque a lei eleitoral exige a divulgação das doações (Lei 9.504/1997, art. 28). O CPF deles nunca aparece e não fica guardado: usamos só uma impressão criptográfica para reconhecer o mesmo doador em campanhas diferentes. Desde 2015 empresas não podem doar; os CNPJs que aparecem são de partidos, de outras campanhas ou de plataformas de financiamento coletivo, que repassam doações de pessoas.
Posição ideológica dos partidos
A régua de esquerda a direita mostra onde cientistas políticos situam cada partido, numa escala de 0 (extrema esquerda) a 10 (extrema direita). Usamos a média da rodada de 2022 do survey com associados da Associação Brasileira de Ciência Política, publicada em Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva (2025), Opinião Pública v. 31. As faixas (esquerda, centro-direita, extrema direita…) são as dos autores; como eles alertam, “extrema” indica só a posição na escala, sem juízo sobre a atuação do partido.
Partidos que só mudaram de nome mantêm o valor (o número do partido no TSE não muda). O PRD, criado em 2023 pela fusão de PTB e Patriota, recebe a média das duas siglas, que é a regra dos próprios autores para fusões. Partidos criados depois do estudo, como o Missão, aparecem sem classificação: não estimamos.
A posição é do partido, não do candidato. Para quem tem mandato, o perfil mostra também como ele votou de fato.
Mandatos e votações no Congresso
Para deputados federais e senadores da legislatura atual (2023 a 2027), usamos as votações nominais do plenário publicadas pela Câmara e pelo Senado. A maioria das decisões é tomada por votação simbólica, sem voto individual; essas não entram.
“Votou como o governo orientou” compara o voto com a orientação da bancada do Governo, publicada pela Câmara (o Senado não publica essa orientação nesses dados). “Votou com a maioria do partido” compara com o que a maioria dos colegas de partido votou naquela votação. Só contam votos Sim ou Não.
O mandato é ligado à candidatura quando nome civil e data de nascimento são iguais nos dois cadastros oficiais. Sem essa coincidência, preferimos não ligar.
O que vem a seguir
Estamos incorporando sanções e condenações em cadastros oficiais (CNJ, TCU, CGU) e resumos das propostas de governo. Cada novo dado vai aparecer com a fonte e, no caso de processos, com a situação exata: um processo em andamento nunca é apresentado como condenação.
Quando usarmos inteligência artificial, será só para resumir documentos oficiais, como as propostas de governo, sempre com o aviso de que o texto é um resumo e com o link para o original.
Neutralidade e privacidade
Não fazemos ranking de candidatos e não recomendamos voto. Os dados pessoais exibidos foram tornados públicos pela Justiça Eleitoral (Lei 9.504/1997 e LGPD, art. 7º, §4º) e são usados apenas para informar o eleitor.



